
Maya Postado em: 08 de março/2010
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Quando você convida uma amiga pra ir ao banheiro junto, ninguém acha esquisito, imaginem os homens fazendo isso. Você pode falar horas sobre abobrinhas entre mulheres que elas nunca vão se chatear e nem cobrar um papo político mais sério de você. A mulherada consegue falar vários assuntos diferentes ao mesmo tempo sem foco maior em nenhum, enquanto os homens priorizam no máximo dois temas e não gostam nadinha quando a gente fica no troca – troca, dá a impressão que eles ficam meio baratinados...  Ilustração: gettyimages Tem que ser uma mulher, que para numa reunião de trabalho, fazer um pit-stop e exclamar – ai, que linda a sua bolsa! Quando você está triste e nem sabe direito o porquê, pode chorar por horas a fio no ombro da sua melhor amiga e ela vai conseguir entender o que você está sentindo – já pensou um homem surtando de melancolia? Você convida suas amigas para ir ao cinema e morrer chorando por assistir um drama, o que nenhum macho entende a razão de ver filmes desse tipo. Ou ao contrário, uma comédia romântica, não tem programa melhor pra combinar com amigas e se acabarem de tanto rir. Já eles, torcem o nariz quando a gente convida. Quando você viaja em grupo com amigas e sobra somente cama de casal, vocês não vêem problema algum em dividir o berço, coisa que jamais a ala masculina vai fazer – eles preferem dormir no chão! Fofocar quando não faz mal a ninguém é muito bom, principalmente se é sobre quem e o que usou na última festa que estiveram juntas... Só as mulheres sabem como fazer os homens pensarem que a decisão final sobre um determinado assunto foi deles... hehehehe Só nós podemos dançar, rebolar, dar gritinhos de felicidade e soltar a franga sem ficar parecendo gay... Adoramos gastar horas só falando nos últimos e revolucionários cremes que previnem as rugas, eliminam a celulite e deixam a pele firme e saudável - e ainda acreditamos que tudo é verdade! E como se não bastasse tudo isso, é da mulher que nascem mais mulheres...e, ocasionalmente, alguns homens... Parabéns a todas nós mulheres, pelo nosso merecido dia! |
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Dudy Postado em: 04 de março/2010
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As águas de março chegam para fechar o verão. Mais um ciclo se encerra. Como tudo nessa vida, há dois lados em questão: o fim e o começo. Uma certa melancolia paira no ar, pelo fim, pela praia vazia, sem cor, sem amigos, sem caipirinha, sem vôlei no final do dia.  Ilustração: gettyimages A calmaria também tem seu valor, hora de outros prazeres: ler livros, cochilar na rede, fazer caminhadas sem obstáculo (leia-se pessoas hehe), porque o sol ainda não deixou de reinar.Outra coisa interessante é observar o comportamento dos dinossauros, a galerinha aposentada é pra lá de criativa, em seguida seremos nós a ter tempo para pensar em como usar o tempo. Logo as folhas vão cair, meus cabelos trocar e o inverno chegar. Ahhhh quanto desprendimento! Do outro lado, está o começo, ou melhor, recomeço, buscamos ânimo das profundezas do nosso ser, sabendo que tudo só depende de nós, ou temos dias melhores ou temos dias melhores, não pode ser diferente. Novos projetos, novos sonhos, novos amores, somos movidos pela paixão, precisamos constantemente nos programar mentalmente, haja pique para isso tudo, haja comprometimento! Sei que ninguém disse que seria fácil, sei que preciso acordar a cada manhã e lutar. Que venha o frio, não vou deixar de andar, sou calor, sou emoção, não irei me calar... Na busca da eterna realização. Afinal, o novo ano que inicia em março promete, não é? |
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Maya Postado em: 01 de março/2010
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Essa é uma história que pode ser semelhante a qualquer outra que você já conheça... No início de janeiro de dois mil e nove, um casal jovem e bonito, com a vida andando a todo vapor e muitos planos a serem realizados, teve repentinamente suas vidas transtornadas – simplesmente o destino pregou uma peça neles e seu mundo desabou num piscar de olhos. Durante uma festa na casa de amigos, curtindo amizade e festejando mais um final de semana ensolarado, João (nome fictício) resolveu dar um mergulho na piscina e não viu que havia uma mureta que dividia a parte rasa da funda. Bateu com a cabeça e, neste acidente, quebrou duas vértebras e lesionou parcialmente a medula, ficando com o corpo todo sem movimentos.  Ilustração: gettyimages E assim, de repente, estes jovens tiveram seu percurso totalmente alterado – da noite para o dia – um vendaval entrou e arrasou a vida deles! Desde então, a recuperação de João tem sido regular, porém muito lenta e como ele precisa de cuidados constantes, o casal foi obrigado a uma série de adaptações e uma delas é que a parceira virou uma espécie de faz-tudo! Maria (nome fictício) trava uma batalha diária como enfermeira forçada, conselheira e ouvinte para os momentos de depressão, amiga pra animar o companheiro, motorista no leva e trás da fisioterapia, enfim – abraçou a causa por inteiro. Nesse ano que passou, ela abdicou de sua própria vida. Deixou o trabalho, a faculdade, mudou da cidade onde moravam, a fim de que ficassem mais próximos de ambas as famílias para a necessidade de socorro. Ou seja, acabou se envolvendo de corpo e alma na maior empreitada de sua vida. Ele por sua vez, procura levar o acontecimento com bravura, a perseverança e a esperança movem sua reabilitação e João tem forças ainda para alegrar os amigos quando vão visitá-lo. Um casal jovem e saudável, com a vida cheia de projetos pela frente, agora virada numa rotina noites insones, sondas, agulhas, banhos, fisioterapias, medicações e internações. É impressionante e surpreendente o poder de superação das pessoas quando se encontram diante das piores adversidades, seu amadurecimento, a capacidade de adaptação e entrosamento em uma nova história de vida. Tanto como eles, existem muitos outros em igual situação. Eis os meus heróis de verdade, pessoas que são obrigadas a vencer uma batalha a cada nascer do sol, matam um leão todo o santo dia e driblam o infortúnio da vida com maestria. |
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Dudy Postado em: 25 de fevereiro/2010
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Ah esse velho chorão... me fez chorar por diversas vezes em sua entrevista no Roda Viva (não me xinguem, esse título foi dado por ele mesmo). Além de lágrimas, esse apaixonado maestro me fez mais uma vez perceber que a vida nada seria sem música. Uma história que vale ser contada e recontada. O pai comprou o piano, o menino dedicou sua vida à música clássica com grande determinação - 6 horas diárias - aos 19 anos sua carreira decolou, foi um dos principais intérpretes de Bach, mundialmente reconhecido e aplaudido. Gravou toda obra do compositor, tudo de cor.  Ilustração: istockphoto Pena que a vida prega peças, aos 26 suas mãos começaram a paralisar, primeiro rompeu um nervo da mão direita em um jogo de futebol, em seguida a síndrome de LER (movimentos repetitivos), depois um assalto na Bulgária que ocasionou uma lesão cerebral afetando mais uma vez as mãos e por fim um tumor na mão esquerda. O piano foi abandonado. Ao ouvir dos médicos que nunca mas poderia tocar piano, o chão se abriu, mas através da música chamada Rêverie - que se traduz sonho - percebeu que ainda conseguia chegar ao coração das pessoas, mesmo tocando com um, dois dedos... então se perguntou: porquê não continuar? A música era sua escolha e não renúncia, e em 2003, estudou para ser maestro e começou a reger. Assim como seu pai fez um dia em incentivá-lo a amar a música, ele anda mundo afora descobrindo talentos e exercitando a inclusão social através da formação musical de jovens carentes. Em breve, estará em Nova York, se apresentando para uma platéia de 2 milhões de pessoas. Por hora, anda feliz da vida, pois o Presidente Lula colocou a Música novamente nos currículos escolares, e, garante que em 2015 a criminalidade no Brasil diminuirá, a música tem poder! Além da aula de superação, fala do alemão como se fosse um grande amigo, e essa paixão pela música clássica é expressa em cada palavra. Ensina-nos que nas composições de Bach temos todos os sentimentos do ser humano, desde algo infantil, alegre, a um amor maior, puro, que chegou a doer no coração quando ele demonstrou no teclado, foi sublime. Bach toca a nossa alma e João Carlos Martins leva esse legado a milhares de pessoas, essa é a sua missão. Bravo!!! |
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Moacyr Scliar Postado em: 22 de outubro/2009
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Um Ilustre e Imortal nos brinda com sua crônica, publicada em Zero Hora - Moacyr Scliar Na hora da conquista, é bom que as “panteras” saibam que “carros de praça” viraram “táxis”. Nos Estados Unidos, elas são conhecidas como “cougars”, palavra que designa um tipo de felino e que a gente pode traduzir como “panteras”. São mulheres de meia-idade que não têm qualquer problema em namorar homens mais jovens – às vezes, bem mais jovens. Exemplos: Madonna, Mariah Carey, Demi Moore, além de Susan Sarandon casada com Tim Robbins, 12 anos mais jovem (os dois recentemente se separaram). Hollywood também abordou o tema em pelo menos dois filmes famosos. Um deles é A Primeira Noite de um Homem (The Graduate, 1967) de Mike Nichols, no qual um jovem egresso da universidade (Dustin Hoffman, então um garoto) apaixona-se por Mrs. Robinson, a bela esposa do sócio de seu pai. A outra película é Ensina-me a Viver (Harold and Maude, 1972), de Hal Ashby, mais caricatural ainda, porque o melancólico garoto Harold apaixona-se por uma mulher de 79 anos, Maude (magistralmente vivida por Ruth Gordon). E agora está em cartaz Chéri, do excelente Stephen Frears, baseado no romance de Colette, uma autora que já foi best-seller e que conta a história da paixão de uma cortesã já aposentada, Léa, por Chéri, filho de sua antiga companheira de profissão e rival, Madame Peloux. Sucedem-se as cenas tórridas, mas no final o filme é uma bela meditação sobre o que, realmente, é o amor. ***  Ilustração: istockphoto Estamos acostumados com casais em que o homem é mais velho do que a mulher (não muito mais velho: isso nós estranhamos). É uma escolha que, do ponto de vista do homem, e sob o enfoque evolucionista hoje em alta, faz sentido: o macho quer uma fêmea capaz de uma longa vida reprodutiva, garantindo, portanto, a continuidade da espécie. Acontece que não só a biologia condiciona nossa existência. Fatores psicológicos e sociais também estão em jogo. No caso do rapaz apaixonado pela pantera, imediatamente pensamos numa fixação edipiana, aquela que, segundo Freud, faz com que alguém busque na mulher a imagem da própria mãe. Mas existem outras razões, de ordem, digamos, prática. Uma mulher madura não tem a insegurança e os temores das mulheres mais jovens. Pode ser financeiramente independente, o que dispensa o companheiro da necessidade de sustentá-la. Por outro lado, existe o problema do envelhecimento, das rugas, dos achaques; e, se o rapaz pensa em filhos, a situação se complica.*** De qualquer modo, e apesar de todos os obstáculos e preconceitos, o modelo pantera veio para ficar. Um estudo feito nos Estados Unidos com mulheres acima de 40 anos que viviam sós mostrou que 34% estavam namorando homens mais moços: Léa, Mrs. Robinson e Maude ficariam felizes. Mas é preciso adotar algumas precauções, como descobriu, certa vez, uma amiga nossa. Mulher de meia-idade, separada, ela marcou um encontro com um rapaz bem mais jovem num bar. No final da noite, ele se desculpou: não poderia levá-la para casa porque não tinha carro. – Não te preocupes – ela disse – eu chamo um carro de praça. A surpresa dele mostrou que ela havia cometido um erro, ao menos de linguagem. Faz tempo que os “carros de praça” viraram táxis. É bom que as panteras saibam disso. |
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Dudy Postado em: 18 de fevereiro/2010
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Se há uma coisa que não gosto de fazer nessa vida, é o tal supermercado. Na realidade, me sinto um pouco ET, pois a maioria diz adorar a tarefa. Como vivo “sempre” questionando tudo, ando prestando atenção nos detalhes. Estava eu em pleno super lotado, para variar atrasada, com marido, cachorro e papagaio (brincadeira) bicudos esperando para irmos para a praia, e quando olho à minha volta, vejo um senhor e sua doce senhora na maior paz, tomando um belo chimarrão, conversando, rindo e também fazendo compras, sim eles estavam felizes e sem pressa alguma. Caiu a ficha na hora e fez eco na minha cabeça: tudo o que me falta é curtir o caminho.  Ilustração? gettyimages Talvez seja uma fase da minha vida, mas ainda é a MINHA vida e por quanto tempo ainda não vou ter tempo para curtir as coisas simples?É como colocar tempero em uma comida que dia-a-dia só recebe sal, ou como o amanhecer com sol após uma semana de chuva, a vida é pura poesia e acordar para isso mexe muito com a estrutura. É preciso aprender a fazer as coisas olhando por outro ângulo e por vezes, tendo que optar por outros caminhos. Da próxima vez, eu poderia convidar uma amiga para ir junto, com certeza demoraria muito mais, mas seria divertidíssimo. O difícil é cruzar as agendas nesta vida de adulto, quando éramos adolescentes era tão fácil, hoje na sua casa, amanhã na minha, ô tempo bom aquele! Posso até imaginar, depois do super, um cafezinho e quem sabe uma esticadinha no cinema... (alouu, Terra chamando Dudy), tudo bem, tô sonhando demais, mas que seria bom, ahh isso seria! Essa vida de gente grande cansa pacas, muito compromisso, tantas escolhas e várias renúncias... e assim, os dias passam, o que nos resta? - Curtir o caminho! |
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Maya Postado em: 15 de fevereiro/2010
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Carnaval lembra o Brasil e é uma paixão nacional, brasileiro que se preze, gosta mesmo é de sambar! E a gente não tem como não participar, época de folia e alegria para alguns e para outros, o momento é de descansar. Mas goste você ou não do carnaval, pelo menos irá lembrar algumas marchinhas que são pré-históricas, mas o refrão ficou gravado em nossas mentes. Vale você acrescentar o que me escapar! - Mamãe eu quero, mamãe eu quero| Mamãe eu quero mamar! Jararaca e Vicente Paiva, 1936 - Allah-lá-ô|Ô ô ô ô ô ô | Mas que calor! | Ô ô ô ô ô ô Haroldo Lobo e Nássara, 1940 - Cidade Maravilhosa | Cheia de encantos mil André Filho, 1934  Ilustração: jardim da alegria.blogspot.com - Ó abre alas | Que eu quero passar Chiquinha Gonzaga, 1899- Ó jardineira | Por que estás tão triste? Benedito Lacerda e Humberto Porto, 1938 - Ô balance, balance | Quero dançar com você João de Barro e Alberto Ribeiro, 1937 - É dos carecas | Que elas gostam mais R. Roberti e A. Marques Jr., 1941 - Ei, você aí | Me dá um dinheiro aí Ivan Homero e Glauco Ferreira, 1958 - Se a canoa não virar | Olé, olé, olá Antônio Almeida e Oldemar Magalhães, 1963 - Eu sou o pirata da perna de pau | Do olho de vidro | Da cara de mau João de Barro, 1946 - E o cordão dos puxa-saco | Cada vez aumenta mais Roberto Martins e Frazão, 1945 - Você pensa que cachaça | É água | Cachaça não é água não Mirabeau Pinheiro, Lúcio de Castro e Heber Lobato, 1953 - Olha a cabeleira do Zezé | Será que ele é... J.R Kelly e Roberto Faissal, 1963 - Daqui não saio | Daqui ninguém me tira! Paquito e Romeu Gentil, 1949 - Quanto riso | Oh! Quanta alegria Zé Kéti e Pereira Mattos, 1966 - Chegou a turma do funil M. Pinheiro, M. Oliveira e Urgel de Castro, 1953 Dei uma pesquisada por curiosidade, para ver quem era o compositor e qual ano que as músicas foram editadas. Como você pode conferir, a mais novinha data de 1966... Não consegui lembrar todas, mas o que peguei, consegui cantar quase todo o refrão e de qualquer forma, o que vale é você aproveitar o gancho para requebrar o esqueleto. |
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Dudy Postado em: 11 de fevereiro/2010
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Cresci assistindo a Hebe nas segundas, minha mãe sempre gostou dela (aliás, qual mãe não gosta?), eu aprendi a gostar. Lembro de pequenina, pensar: como uma mulher havia conseguido um espaço tão importante na televisão brasileira, num tempo em que só os homens eram os donos do campinho. Podem falar o que quiser, mas a Hebe Camargo esbanja simpatia e carisma, seu sorriso ilumina a platéia, ao mesmo tempo consegue ser visceral, fala o que pensa, protesta, xinga políticos, comete boas gafes (haha), sofre e chora com a dor dos que nada têm.  Ilustração: thebrownbookshelf Tenho certeza que o Brasil ficou triste ao saber que ela está doente. Um ídolo do bem, tem legiões de fãs do bem e provavelmente a energia e a oração dessas pessoas levou boas vibrações e melhoras a esta mulher, de origem humilde, que aprendeu a lutar por seus sonhos desde pequena, lá em Taubaté.Vaidosíssima, mesmo no hospital, não deixou de dar um up no visual. Nós mulheres somos irredutíveis, mesmo arrasadas não deixamos o batom de lado, porque o espelho não mente, será sempre nosso amigo fiel. A concorrência também abre alas para ela, e foi no Fantástico (Globo) que pude admirar mais uma vez a força desta mulher. No auge dos seus oitenta anos... pede a todos que estejam passando por algo semelhante, seja doença ou desânimo, para que não se entreguem, para que lutem pela vida! É bacana ver uma mulher com essa idade, cheia de vontades ainda em relação a seus dias e com todo esse anseio de viver, não tenho dúvida que esse degrau será apenas mais um na sua trajetória, afinal... Tudo é possível para quem acredita e tem fé! |
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Maya Postado em: 08 de fevereiro/2010
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Sofri de enxaqueca das brabas durante muitos anos e essa coisa só iniciou depois que me tornei adulta. Sempre que converso com outras pessoas, principalmente mulheres, é difícil quem ainda não teve a experiência de passar por uma crise de dores de cabeça. Ela chega meio que avisando que está vindo e você tenta driblar a chegada dela de todas as maneiras que conhece, lança mão até de procedimentos esotéricos pra ver se consegue espantar a danada. Não tem jeito, impotente você percebe que seu lado direito está começando a latejar, então você procura usar somente o esquerdo para pensar. Depois de algumas horas, a parte sofrida toma conta da outra e sua cabeça passa a ser um caos total.  Ilustração: gettyimages Náuseas sobem em ondas, sua visão fica meio turva e o seu cérebro parece estar sendo fincado por facas pontiagudas que intensificam ainda mais a dor.Nesse momento crítico é insuportável o cheiro de perfumes, de barulhos mais fortes e sua visão pede penumbra total! As náuseas se transformam em vômitos e acompanhadas por desarranjos violentos e, com esses esforços, você irriga ainda mais sangue pra cabeça, piorando a situação já calamitosa. Na maioria das vezes com medicação apenas conseguia dominar a bandida, mas quando não dava jeito na coisa, era realmente de matar. Esse quadro de horror, que eu morria de medo dele chegar, levou alguns anos para curar e não levo saudades daquele tempo agonizante. Depois de muito sofrer, procurar ajuda de todos os tipos de especialistas, porque pelo menos uma vez por semana recebia essa visita indesejada, consegui resolver de vez meu problema – glória das glórias! Hoje consigo compreender muito bem quando alguém diz pra mim que está com enxaqueca, só falta chorar junto, na maior parceria. Também, pela experiência que tive, pesquisei bastante sobre o assunto e cheguei a algumas pequenas conclusões: - A dor de cabeça atinge principalmente as mulheres e é considerada uma doença crônica. - Alguns gatilhos podem desencadear a dor – jejum prolongado, privação ou excesso de sono, variações hormonais, bebidas alcoólicas, luminosidade excessiva, chocolate e falta de exercícios. - As mulheres que sofrem mais desse mal tem um perfil emocional intenso: são ansiosas, preocupadas e responsáveis além da conta, possuem uma autocrítica exagerada e stress em doses altas. Então, eu não arriscaria em afirmar que a maldita insiste em fazer companhia muito mais para o setor feminino. É difícil evitar, afinal é assim que somos. Movidas a ansiedades, emoções, responsabilidades e também, muitas contradições! |
| Patricya Travassos Postado em: 04 de fevereiro/2010
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Uma convidada de honra no Preciso Falar. A atriz Patricya Travassos é apresentadora do programa 'Alternativa Saúde', do canal GNT, e autora do livro 'Esse Sexo É Feminino!'. Belinha acordou as seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações. Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro. No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha. Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu. Pensou se abdomem definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre. Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses. Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado. Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor. Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças. Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório! Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área. Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos. Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir.  Ilustração: gettyimages Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo. Jantaram em silêncio. Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar. Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário: - Tá ficando com a bundinha mole, Belinha... deixa de preguiça e começa a se cuidar.. Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro! Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes depois lhe deu um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados! Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas. Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou. Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual... Resolveu agir com sabedoria. No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada. Foi para uma academia e malhou duas horas. De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas de vermelho. Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele. E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada. Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localiza-lá pelo celular e descobrir por que ela havia sumido. Pacientemente não atendeu. E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele. - A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura. Um beijo da preguiçosa... |
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